segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Antes de ler meu texto desta manhã, responda apenas uma pergunta: Você viu algum grande jornal brasileiro dedicar o mesmo espaço às recentes audiências no Senado dos Estados Unidos sobre a condução da pandemia, que dedicou às acusações do Bolsonaro durante a COVID-19? Se a resposta for "não", a pergunta seguinte é inevitável: Pôr quê?
Durante a pandemia, o brasileiro assistiu a uma cobertura diária e intensa. Cada morte era contada. Cada declaração do presidente tinha manchete. Quem defendia a vacina era exaltado. Quem a contestava era tratado como negacionista. Quem não defendeu o "fique em casa" era "anticiência".  Agora, quando decisões tomadas durante a pandemia voltam a ser questionadas em um dos mais importantes fóruns políticos do mundo, o Senado dos Estados Unidos da América, o silêncio da grande imprensa brasileira chama a atenção. Não se trata de atacar Anthony Fauci. 
Não se trata de defender Jair Bolsonaro. 
Trata-se de defender o princípio de que o jornalismo não pode selecionar quais fatos merecem ser conhecidos de acordo com a conveniência de uma narrativa. Se houve cobertura intensa antes, porque não há agora? Porque ninguém fala nada agora que as decisões da época passam a ser investigadas, questionadas ou reavaliadas?  A democracia depende de que os cidadãos sejam bem informados. E a informação incompleta é a maior forma de distorcer a realidade. Quando a imprensa escolhe o que amplificar e o que silenciar, ela deixa de cumprir sua principal missão, que é permitir que a sociedade de um país conheça os fatos e forme suas próprias conclusões. Este silêncio que escutamos aqui no Brasil, fala mais alto do que qualquer manchete e deixa a gente pensativo sobre quem eram os verdadeiros culpados pela morte de tanta gente. Pois, os iguais se defendem.
Pensem... 🤔
Cleonio Dourado ✔


 

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