Há homens que acreditam que a mulher é sua propriedade.
E quando a mulher tenta sair do relacionamento ou simplesmente existir, a resposta vem em forma de ameaça, agressão e vingança. O mais covarde é quando esses atos não caem só sobre a mulher, mas sobre os filhos. Usar crianças como instrumento para causar dor é ultrapassar qualquer limite humano. É transformar inocentes em vítimas de um ego ferido.
Não existe justificativa a violência.
Não existe desculpa para quem acha que ciúme é cuidado.
Não existe honra em quem usa força para impor medo.
A mulher não é posse. E filho não é escudo.
O Brasil vive numa cultura que tolera o homem que ameaça.
E desconfia da mulher que denuncia.
Perguntam por que ela saiu, mas não pergunta por que ele bateu. Questionam a vítima e relativizam o agressor. Quando um homem decide ferir uma mulher para provar poder, ele revela apenas sua fraqueza. E quando escolhe ferir um filho para atingir a mãe, ele perde o direito de ser chamado de homem, de companheiro, de pai e, principalmente, de humano. Nenhuma sociedade será saudável enquanto aceitar um amor que machuca, que manda, que violenta, que mata. E toda vez que uma mulher é tratada com violência e uma criança como instrumento de castigo, o país inteiro falha como nação. E falhamos, mais uma vez e miseravelmente, com os filhos de Itumbiara. Que os anjos os recebam e neles coloquem asas, pois são dignos dos céus.
Descansem em paz, Benicio e Miguel.
🙏🏼
Cleonio Dourado ✔

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