quinta-feira, 15 de outubro de 2026

O último "cheque sem fundos".
Lula percebeu que o povo se afastou e para tentar reconquistar o eleitor abriu a carteira do Estado.
Só que a carteira não é dele.
É nossa. 
Lula promete para universitários 700 reais por mês, mais depósitos de R$ 2.500.
Uma utopia apresentada a poucos dias do segundo turno.
Não é pouco dinheiro.
E o dinheiro público não nasce em árvore.
Sai do imposto de quem trabalha, de quem empreende, de quem abastece o carro, de quem compra comida e de quem já sustenta a própria família com dificuldade, porque também tem que sustentar corrupção e benefícios intermináveis.
E tem uma coisa nessa promessa que me incomoda.
Uma mãe recebe Bolsa Família de 600 porque falta dinheiro para colocar comida na mesa. Muitas criam dois, três, quatro filhos sozinhas. Fazem milagre com cada real. Contam moedas no mercado e deixam de comprar para si para não faltar para as crianças.
Agora aparece a promessa de 700 para universitários?
Eles dois têm as mesmas necessidades?
Passam pelas mesmas dificuldades? 
Essa comparação precisa ser feita.
Pra mostrar que a promessa de Lula é de uma  irresponsabilidade nunca antes vista. 
Justiça social não é distribuir dinheiro sem critério.
É garantir que o dinheiro chegue a quem precisa. 
O pobre não precisa de discurso bonito.
Precisa de comida, oportunidade e, principalmente, respeito.
Porque o dinheiro não é do Lula.
Não é do PT.
Não é de campanha.
Não é do governo. 
É dinheiro do povo.
É dinheiro do Brasil. 
E quem paga essa conta tem o direito de perguntar se o PT está ajudando ou apenas comprando votos.
Cleonio Dourado


 

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