O cheiro tem um jeito curioso de conversar com a alma. Ele atravessa os anos sem pedir licença e nos leva de volta a lugares que talvez nem existam mais, mas que continuam vivos dentro de nós. Às vezes é o cheiro de um bolo assando, da chuva na terra, do café passado na hora, de um armário antigo ou da casa dos avós. Em um segundo, deixamos de ser adultos e reencontramos a criança que fomos. Talvez a infância não more apenas nas fotografias ou nas lembranças. Ela vive guardada nas pequenas sensações que o tempo não consegue apagar. E quando um cheiro desperta essa memória, percebemos que aquilo que foi vivido com amor nunca se perde. A vida segue, as pessoas mudam, os lugares se transformam. Mas algumas lembranças permanecem intactas, esperando apenas um aroma familiar para nos lembrar que existem partes de nós que o tempo jamais envelhece. Porque a verdadeira infância não fica para trás; ela continua habitando o coração, em silêncio, até que um simples cheiro a faça florescer novamente. - Uma pausa para refletir 🤎

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