"Como explicar pra juventude de hoje que a nossa felicidade, nos anos 80 e 90, cabia em coisas tão simples?
A alegria não vinha de tela, internet rápida ou celular na mão.
Vinha da rua cheia de crianças correndo, do chinelo largado no portão e da mãe chamando alto quando começava a escurecer.
A gente inventava brinquedo com o que tinha.
Bola de meia virava final de campeonato,
Madeira virava carrinho
E uma bicicleta velha parecia um tesouro.
Tinha esconde esconde, amarelinha, pipa no céu e árvore pra subir sem medo. O melhor horário do dia era encontrar os amigos na calçada. Não existia luxo, mas existia presença, conversa boa e amizade verdadeira. A gente voltava pra casa cansado,
Às vezes com o joelho ralado, mas com o coração leve.
Talvez faltasse muita coisa, mas sobrava o essencial:
simplicidade e memórias felizes pra vida inteira.!'

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