O QUE ACONTECE COM O SEU ESPÍRITO SE O CORPO FOR CREMADO?
Você já se perguntou o que acontece com o real você — quando o corpo físico é entregue às chamas? O medo da cremação é antigo. No Brasil, cemitérios com seus túmulos pesados e flores murchas compõem o cenário habitual da despedida. A terra engolindo o caixão. Como se o destino final fosse a terra. Mas e se o destino final não for a terra — nem o fogo? O Espiritismo é preciso: o corpo físico é apenas uma vestimenta. Cumpre sua função durante a existência e, ao fim do ciclo, já não é mais necessário. O que importa — e persiste — é o perispírito, o corpo espiritual semimaterial que serve de elo entre o espírito imortal e a matéria densa. E é exatamente por isso que a pergunta sobre a cremação é tão relevante: o perispírito sente os efeitos da destruição do corpo físico? A resposta que nos chega através de Emmanuel é direta: sim, há um período de transição. O espírito recém-desencarnado ainda está em processo de desligamento, retirando gradualmente os remanescentes da sua própria saída do corpo. Por isso, o tempo recomendado antes da cremação é de setenta e duas horas. Durante esse período, o corpo deve ser mantido em câmara frigorífica, sem qualquer indício de decomposição.
A neurociência converge: pesquisas confirmam que a morte celular não é instantânea. Há uma cascata biológica que se estende por horas após a parada cardiorrespiratória. O que a doutrina chama de desligamento do perispírito, a ciência observa como desativação progressiva dos sistemas bioelétricos.
Setenta e duas horas não é superstição. É respeito ao processo invisível que nenhuma câmera registra — mas que a consciência já reconhece. Nós não morremos. Nós mudamos de endereço. E toda mudança merece o tempo que ela exige.
@espalhandoadoutrinaespirita ✔

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