No fim do domingo, a casa inteira parece respirar mais devagar.
A luz do pôr do sol entra pelas frestas da casa e nem pede licença para tocar a gente, os móveis, as plantas na parede e até a xícara do café da tarde ainda sobre a mesa. Fim de domingo traz esse silêncio que só existe quando o mundo lá fora continua correndo, mas a alma da gente decide descansar. Há uma cor boa, um tom bom e melancólico nos fins de domingos. Talvez porque eles nos obriguem a ouvir os pensamentos que não conseguimos ouvir a semana inteira. Da janela, o céu muda de cor lentamente.
O laranja vira cobre. O cobre vira sombra.
E a cidade vai acendendo suas luzes, como quem ilumina a própria vida à luz de velas. Dentro de casa, o relógio faz um tic-tac que nem deveria. E então vem aquela sensação estranha, de que o dia passou depressa demais em alguns momentos e devagar demais em outros. O domingo sabe disso.
Por isso ele, geralmente, termina em silêncio.
Porque existem pores do sol que não. iluminam só o céu.
iluminam, também, a consciência.
Boa semana! 🙏
Cleonio Dourado 🧡

Nenhum comentário:
Postar um comentário