Há fases da vida em que a alma se sente como terra esquecida pelo tempo. Tudo parece seco por dentro. Os sonhos perdem o perfume. As esperanças se calam. E o coração, mesmo rodeado de gente, atravessa silêncios que ninguém vê. Mas Deus tem um jeito santo de visitar o que o mundo já chamou de perdido.
Ele toca o que estava cansado e devolve sentido. Ele entra onde só havia ruínas e faz nascer ternura. Ele olha para o coração quebrado não com condenação, mas com infinita delicadeza, como quem enxerga beleza até no que a dor quase destruiu. Não existe vazio que o amor de Deus não possa preencher. Não existe inverno tão longo que Ele não consiga interromper com um amanhecer. Não existe secura tão profunda que a Sua presença não consiga transformar em jardim. Às vezes, a alma pensa que acabou. Mas, no Céu, ainda é recomeço. Deus faz isso.
Quando tudo parece árido, Ele semeia. Quando tudo parece deserto, Ele prepara fontes escondidas. Quando tudo parece encerrado, Ele sopra vida nova com a suavidade de quem não força portas, mas cura por dentro. E talvez o mais bonito seja isso: Deus não se assusta com o que secou em nós. Nem com a fé cansada. Nem com a esperança ferida. Nem com o amor que já não sabe florescer sozinho. Ele apenas se aproxima...e onde ninguém mais acreditava, faz brotar. Por isso, mesmo que hoje o seu coração pareça um campo sem cor, não desista de si. Há mãos divinas tocando o invisível. Há luz trabalhando em silêncio.
Há um milagre amadurecendo onde seus olhos ainda não conseguem ver. Porque, quando Deus decide soprar vida, até o que parecia acabado começa a florescer outra vez.
__Diário Espírita 🤎

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