domingo, 8 de março de 2026

Não ao Feminicídio
(Márcia Raquel )
É urgente. É necessário. É agora.
Numa só voz — que ecoa das ruas de todo Brasil, de todo planeta — gritamos:
PAREM DE MATAR NOSSAS MULHERES.
Não são números.
Não são estatísticas frias em relatórios.
São Marias, Joanas, Anas.
São risos interrompidos, sonhos rasgados, futuros roubados.
Cada mulher carrega um universo no peito.
Carrega filhos, projetos, coragem.
Carrega o peso de sobreviver em um mundo
que insiste em silenciar sua voz.
Mas hoje não haverá silêncio.
Hoje nossas gargantas queimam.
Hoje nossos punhos se erguem.
Hoje nossas lágrimas viram luta.
Porque a cada nome apagado, 
uma ferida se abre na humanidade inteira.
A cada vida tirada, morre um pedaço de nós.
Não aceitaremos mais desculpas.
Não aceitaremos mais medo.
Não aceitaremos mais cruzes anônimas.
Queremos respeito.
Queremos justiça.
Queremos que voltem para casa.
Queremos que vivam.
Que vivam livres.
Que vivam inteiras.
Que vivam sem pedir permissão para existir.
É urgente. É necessário. É coletivo.
E enquanto houver uma mulher em risco, nossa voz não descansará. Porque quando gritamos
“PAREM DE MATAR NOSSAS MULHERES”,
não é apenas um clamor é um compromisso.
De proteger.
De transformar.
De nunca mais nos calarmos.


 

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