Uma escola de samba decidiu homenagear Lula como ele fosse um herói nacional. Fez isso, ignorando escândalos de corrupção, condenações, delações, empreiteiras, bilhões desviados e um país em caos. Homenagear Lula é fechar os olhos para o Mensalão, para o Petrolão, para a Lava Jato, para ministros presos, para aliados condenados, para o uso político da máquina pública, INSS, Master, Lulinha, Vocaro, Toffoli. É fingir que nada disso existiu.
É transformar a Sapucaí num quadro em branco para reescrever a história. A incoerência é ainda maior quando a mesma escola diz representar o povo pobre. O mesmo povo que hoje enfrenta inflação, insegurança, filas no SUS e dependência de programas assistenciais que não libertam, apenas mantêm a dependência.
O samba nasceu para denunciar poder, não para bajular governante milionário. Nasceu para dar voz ao povo, não para servir de passarela pra primeira dama. Quando uma escola de samba exalta um político, ela deixa de ser cultural e passa a ser ideológica. Não houve crítica. Não houve contraponto.
Não houve verdade. Só vimos o que Lula ordenou:
Deboche aos cristãos. Deboche à família tradicional.
Deboche à honestidade. Deboche à quem ainda insiste em ter uma família e um trabalho. E houve a exaltação de um projeto de poder que divide o país e de um personagem político cercado por tanta controvérsia que nenhuma bateria de escola de samba consegue abafar. O mais grave nem é não gostar de Lula.
O mais grave é usar uma festa do povo para tentar limpar a imagem de um governo corrupto. O mais grave é transformar cultura em militância. O mais grave é gastar dinheiro público pra isso. Se o carnaval não é tribunal. Também não pode ser altar.
Primeiramente pra endeusar corrupto. Nenhum presidente deveria ser santificado, mentirosamente, ao custo de milhões de reais, enquanto milhões de brasileiros lutam para ter um real pra comprar um pão. A Acadêmicos de Niterói não teve coragem de cantar tudo. Cantou os aplausos e não os escândalos. Cantou os discursos e não os processos. Cantou mentiras e não os prejuízos.
Sem isso, o enredo é apenas propaganda política antecipada.
E quando a arte se ajoelha diante do poder, ela deixa de representar o povo e passa a representar apenas quem paga pelo desfile. Minha nota para a Acadêmicos de Niterói?
ZERO em TODOS os quesitos!
Salvem o Brasil antes que o nosso país se reduza a um mero carro alegórico.
Cleonio Dourado ✔

Nenhum comentário:
Postar um comentário