segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Não foi uma tragédia. Foi falha. Foi violência. Foi mais uma criança que não voltou pra casa. Uma menina de apenas 8 anos foi sequestrada, procurada por dias, e encontrada sem vida em uma área rural do Paraná. O final que todo mundo temia se confirmou, deixando um país inteiro com o coração esmagado. Enquanto voluntários, policiais e moradores se mobilizavam em buscas desesperadas, a esperança ia se apagando. E agora o que fica é revolta. Revolta porque mais uma infância foi interrompida. Revolta porque nenhuma criança deveria virar manchete desse jeito. O suspeito morreu. E com ele talvez tenham morrido respostas. Mas a dor não morre. Ela fica. Fica na família que nunca mais será a mesma. Fica na mãe que sobreviveu a um ataque brutal mesmo grávida. Fica na sociedade que assiste, chora e depois segue até a próxima tragédia. Até quando vamos tratar casos assim como inevitáveis? Até quando crianças vão pagar com a própria vida pela violência dos adultos? Até quando vamos naturalizar o absurdo? Não é só luto. É indignação.
Não é só tristeza. É revolta. Porque quando uma criança morre dessa forma, todos nós falhamos. E o mínimo que se espera não é silêncio. É memória. É justiça. É mudança.
Renata Bandeira 🖤


 

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