Muitos irão dizer que o Papa não apontava o dedo e acolhia a todos. Reconheço o argumento e é nele que repousa uma das maiores distorções da fé moderna. Acolher a todos não é o mesmo que silenciar diante do pecado. Jesus Cristo, nunca virou o rosto para o pecador, mas também nunca deixou de dizer: "Vai, e não peques mais." Acolhimento não pode ser confundido com permissividade. Acolher sem corrigir é abrir os braços para o erro e chamá-lo de virtude. É transformar o altar em palanque e a misericórdia em licença para a transgressão.
Muitos dizem: “Mas o Papa não julgava, ele acolhia.”
Sim, acolhia. Mas, sem corrigir, sem exortar, sem lembrar que o amor verdadeiro também adverte, também disciplina.
Afinal, o pastor que não aponta o abismo deixa suas ovelhas caírem sorrindo. Quando a Igreja se torna apenas abrigo confortável, e não mais casa de conversão, ela se transforma num clube de aceitação. E pior: legitima o erro em nome da empatia.
Essa "tolerância" ilimitada é uma carta em branco para o pecado. É como um médico que vê que você precisa de ajuda, mas diz: “Você é lindo assim mesmo.” Não há caridade em silenciar diante da queda. Amor que se cala diante do erro, não é amor é omissão.
Cristo foi acolhimento, mas também foi chicote no templo. Foi manso, mas não foi omisso. Perdoou, mas não cancelou nenhum mandamento. Acolher sem advertir é trair o Evangelho em nome da popularidade. E o perigo é que, nesse modelo de Igreja progressista, mais vale ser aceito pelo mundo do que fiel a Deus.
Mas, uma fé que agrada a todos não muda ninguém. E uma Igreja que não confronta o pecado, compactua com ele.
Porque o verdadeiro amor, o de Cristo, não é o que te aceita como está, mas o que te ama demais pra deixar assim.
Cleonio Dourado ✔

Simplesmente.... PERFEITO!!!
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