Na internet ou na vida real, existem pessoas prontas para bater o martelo, julgando todos, com a certeza de que somente elas têm lugar de fala. Julgam o certo ou errado de acordo com suas cabeças ocas e suas convicções furadas.
Gente que aponta com fúria os pontos fracos dos frágeis e nocauteiam a saúde mental do outro sem dar direito à defesa. Gente medíocre, que se esconde atrás de máscaras de heróis do moralismo e do politicamente correto.
Só que longe dos holofotes elas fazem tudo ao contrário. Não são transparentes e esbanjam o ódio gratuito e mortal de suas hipocrisias.
Para quem leva a pancada, apagar as cicatrizes que ficam, é dolorido. Muitas vezes, a pessoa humilhada se sente morta, física e psicologicamente.
E quem bate se esquece ou acha que não bateu. Mas, essas se esquecem que o universo é cíclico. Hoje está de um lado. Amanhã está do outro. Hoje, pedra. Amanhã, vidraça.
E quando for a vez dela?
Será que vai achar graça?
Se coloque no lugar de quem sofre. Palavras ruins que acertam o coração, doem mais que cortes na alma. Fofoca é faca. Preconceito é arma. Ódio gratuito e abuso psicológico são vírus mortais que se propagam.
Pra quê sufocar as pessoas com suas próprias frustrações mal resolvidas? Nem todo mundo é aliado mesmo, mas nem todo mundo é inimigo também.
Existem pessoas de coração bom e existem pessoas do coração amargurado, aprenda a distinguir cada um e cuida da sua vida sem maltratar ninguém.
Educação não se mede com status, fama ou estudo. Educação é saber respeitar da mesma forma que gosta de ser respeitado.
A pessoa pode ser a pessoa que for e de onde quer que seja, mas se não souber respeitar espaços e tentar impor a sua opinião à todo custo, perderá a chance de ser uma boa pessoa. Perde toda a credibilidade quem quer ser o dono da razão.
Brigar por uma causa, sem ter coerência entre o que fala e que pratica e usar radicalismo e prepotência, é lutar com as mesmas armas de quem se pretende desarmar, é ferir da mesma forma que evita ser ferido.
A era da lacrôlandia gratuita, da histeria midiática e do ativismo seletivo, precisa acabar. Fazer militância, injustificada, é extremismo. E tudo que é extremo demais acaba sendo prejudicial demais. Que as palavras que saem das bocas sejam somente palavras de amor e paz.


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