Paulo Roberto Gaefke
Por que falar se os olhos querem revelar?
Por que o apertar de mãos tão frio,
se existe o abraço que aconchega?
Por que o choro escondido,
se o coração está aberto?
Por que o medo do desconhecido que pode se revelar tão bom,
se o conhecido é tão ruim?
Por que a ansiedade que faz mal,
se a espera do que tanto deseja é tão gostosa?
Por que falar tão alto,
se o som da sua voz pode lembrar poesia?
Por que a correria vazia, tanta pressa,
se o que você quer alcançar está tão perto?
Por que o desespero pelo que não se tem,
se o que você já possui ainda nem foi valorizado?
Por que estuda tanto, sem vontade,
se não vai aprender nada, vai apenas decorar?
Por que essa ganância tamanha,
se o caixão continua sem mala?
Por que esse medo de amar,
se o amor ainda é o melhor remédio.
Por que esse desejo contido de ser feliz,
se basta abrir um sorriso, um recomeçar?
O tempo das perguntas já passou…
É tempo de abrir armários, desentocar sonhos,
desembrulhar velhos papéis e jogar fora.
É tempo de respostas,
e eu te garanto:
não há ninguém melhor do que você mesmo,
para saber o que te faz feliz.
Desça do pedestal da ilusão,
abra-se para a vida, abra o coração.
Não tenha medo de nada, nem mesmo de admitir,
que errou, que sabe que errou,
que quer uma chance, um novo tempo;
tempo de plantar novas sementes,
e colher, os doces frutos da boa vontade.
O melhor está apenas começando.
Acredite!
Eu acredito em você...
E você?
Muita Paz!


Nenhum comentário:
Postar um comentário