domingo, 3 de julho de 2011


Paulo Roberto Gaefke

Por que falar se os olhos querem revelar?

Por que o apertar de mãos tão frio,
se existe o abraço que aconchega?

Por que o choro escondido,
se o coração está aberto?

Por que o medo do desconhecido que pode se revelar tão bom,
se o conhecido é tão ruim?

Por que a ansiedade que faz mal,
se a espera do que tanto deseja é tão gostosa?

Por que falar tão alto,
se o som da sua voz pode lembrar poesia?

Por que a correria vazia, tanta pressa,
se o que você quer alcançar está tão perto?

Por que o desespero pelo que não se tem,
se o que você já possui ainda nem foi valorizado?

Por que estuda tanto, sem vontade,
se não vai aprender nada, vai apenas decorar?

Por que essa ganância tamanha,
se o caixão continua sem mala?

Por que esse medo de amar,
se o amor ainda é o melhor remédio.

Por que esse desejo contido de ser feliz,
se basta abrir um sorriso, um recomeçar?

O tempo das perguntas já passou…

É tempo de abrir armários, desentocar sonhos,
desembrulhar velhos papéis e jogar fora.

É tempo de respostas,

e eu te garanto:
não há ninguém melhor do que você mesmo,
para saber o que te faz feliz.

Desça do pedestal da ilusão,
abra-se para a vida, abra o coração.
Não tenha medo de nada, nem mesmo de admitir,
que errou, que sabe que errou,
que quer uma chance, um novo tempo;
tempo de plantar novas sementes,
e colher, os doces frutos da boa vontade.

O melhor está apenas começando.
Acredite!

Eu acredito em você...

E você?

Muita Paz!

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