terça-feira, 9 de junho de 2026

Hoje nada mais é exatamente aquilo que foi.
Iogurte nem sempre é iogurte.
Leite condensado nem sempre é leite condensado.
Creme de leite nem sempre é creme de leite.
A mussarela é sabor mussarela.
O requeijão vem misturado a alguma coisa que não é requeijão.
A receita mudou pra pior.
O sabor nem se fala. 
Mas, embalagem continua igual.
E o preço?
Só aumenta!
Antigamente existia um ditado pra gente ter cuidado para não comprar gato por lebre e hoje a situação ficou pior.
Porque a lebre desapareceu.
E o gato está custando ouro.
A gente vai ao mercado carregando uma calculadora numa mão e uma lupa na outra. Não basta comparar preços. Agora é preciso descobrir se aquele produto ainda é o mesmo produto.
Será que ainda existe leite no leite? 
Queijo no queijo? 
Carne na carne?
Até a picanha tá com gosto de abóbora. 
Porque parece que tudo virou uma versão econômica e ruim de si mesmo. Menos a conta. Menos os impostos.
Menos o preço na prateleira e no caixa.
Esses continuam inflacionados.
Hoje, meio carrinho de compra custa mais que valiam dois lá atrás. Talvez o retrato mais fiel do Brasil moderno seja esse.
Pagar cada vez mais por cada vez menos. Trabalhar o dobro pra comprar metade. Economizar um mês pra gastar num dia. 
E continuam chamando isso de evolução e progresso.
Mas é aquela frase que o outro lá falou:
- Se tá caro, não compre!
Cleonio Dourado ✔


 

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