Morre o Papa Francisco.
E com ele, talvez, o último suspiro da tentativa de aproximar a Igreja Católica Conservadora à uma Igreja Católica mais Progressista. Nunca gostei do perfil dele, opinião particular minha.
Não por rebeldia, mas por fidelidade. Talvez, eu esteja na "contramão" do pensamento da maioria, mas este é o meu.
Francisco parecia mais interessado em agradar o mundo do que agradar a Deus. Vestia-se com humildade, mas muitas vezes agia com vaidade. Foi ovacionado por ateus, comunistas, socialistas e militantes das ideologias de esquerda e morre celebrado pelo progressismo mundial. Por si só, isso já me diz muita coisa.
E é impossível servir à Deus e ao mundo ao mesmo tempo.
É impossível ter dois senhores.
Em seus 13 anos à frente da Igreja Católica, em muitas ocasiões pregava sobre o meio ambiente com fervor, mas silenciava sobre o inferno. Falava muito de justiça social, mas muito pouco da justiça divina. Preferia a inclusão de todos à conversão de todos. Trocou muitas vezes a liturgia dura e necessária da Igreja por palavras amenas que arrancassem aplausos da plateia. O Papa que deveria ser o guardião da doutrina, virou celebridade da esquerda global. Enquanto os mártires do cristianismo foram perseguidos mundo afora, ele recebia ditadores. Cuba, Bolívia, Vietnã, Venezuela e Brasil recebiam a diplomacia e a mídia, mas nunca a correção e a bíblia. Francisco, o Papa dos discursos políticos que substituia as homilias, do “não julgueis” fora de contexto e que relativizava verdades eternas em nome de consensos passageiros.
Levou à Casa de Deus mais debates sociológicos e políticos do que bíblicos. Esqueceu que Cristo não veio ao mundo para ser aceito, mas para ser Verdade. Não veio para ser aplaudido, mas para salvar. E quem salva, ensina o certo e confronta o errado.
Agora, a Igreja olha para o alto e reza. Para que o próximo sucessor de Pedro traga de volta aquilo que Francisco tentou apagar: a coragem de defender a fé sem pedir desculpas. A ousadia de ensinar a doutrina sem fazer concessões ao mundo.
A Igreja não precisa de um político. Precisa de um líder que tema e pregue o juízo do Pai Eterno. Porque, enquanto o mundo exige mudanças, normalizações, reformulações, revoluções, distorções, aceitacões e concessões, o céu exige entrega, coragem, fidelidade, verdade e fé. Descanse em paz.
Cleonio Dourado 🖤

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